Às vezes à noite tenho uns pensamentus maneirus.

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Tenho um projecto novo: Colocar neste blog um projecto por mês (ou na pior das hipóteses, um projecto de dois em dois meses).

Correndo o risco de ser corrido por alguns clientes – como já fui corrido há muito tempo por algumas chavalas que não acharam piada à minha veia literária – aqui fica o primeiro projecto – ou sombra dele – e também o mais distante.

Criei este blog há 5 anos e uso-o como um caixote do lixo. Se tivesse que resumir isto seria: Rui Quinta, “Há mais de 5 anos a dizer merda”. É o meu blog de “tourette” (que lá mais para a frente será apresentado como mais um projecto destes post’s dos projectos) em formato blog. É lá que me vou castigando, que me vou ensinando o que é escrita mais ou menos criativa e desprendida, que me vou testando na arte das rimas, que vou fazendo experiências mais ou menos científicas que mais tarde venho a descobrir que já tinham sido descobertas há pelo menos um século atrás (mas por gente conhecida, menos mal), que vou mais tarde encontrando respostas às minhas perguntas actuais. Não percebo porque ando tanto tempo à procura delas quando já por ali andam escritas há anos. Canto de vez em quando, leio as minhas próprias merdas. Não me entendo. Faço ritmos com os dedos nas teclas, ritmos à séria, tipo to papo tu papo pipo patato tipo de papo pipo, escrevo coisas bonitas e quando o faço soa tudo tão mal que até parece mal. Canto outra vez. Colo letrajipalavras como me saem da boca e mesmo ao abandono acabo sempre por voltar. Nem que seja para tentar. Escrevo Capitular com Cê Capitular. Repito montes de merdas e acabo sempre em loop. Escapo muitas letras e desculpo-me com as vírgulas. Uso “no sofá de lado e colado” de forma disparatada – é um recurso. É um blog de 85, 97, 72, 13 e 5 para verem a diferença de como à medida que vou envelhecendo vou ganhando tino e perdendo piada. É um sítio de post’s míticos como: esta cena, ou: isto e só para terminar: rebenta a bolha.

Ninguém disse que era fácil pois não? Não se preocupem que daqui a dois dias já ninguém se lembra!
Depois disto – e de uma breve e não muito feliz experiência como “copy” ainda fui este ano, a correr, tirar um curso de escrita criativa com o Pedro Sena-Lino…ele fez os possíveis, e acreditem, o rapaz percebe da coisa…mas desisto, a minha vida faz disto parte mas não é isto (meti “isto” três vezes na mesma frase para os mais distraídos).
E agora experimentem – num comment – fingir que escrevem tudo o que vos vem à cabeça mas assim “em muito rápido”. E como me veio no último post e já duas linhas atrás...Quando é bonito não tem a mesma graça.

Um Comentário a “Às vezes à noite tenho uns pensamentus maneirus.”

  1. El Felino diz:

    Fdx, Rui, o, que, tu, foste, fazer! Como sabes, se há coisa que me agita é a escrita. Não sou visual mas também não podemos nascer todos com o mesmo visual. Há quem pense em formas, paletas e outras tretas e há quem pense só com a merda das palavras, pragmáticas, verborreicas, centopeicas e outras coisas acabadas em “eicas”, como trigo limpo, farinha amparo. Neste jogo das palavras podes não ser o melhor, assim como os melhores com as letras são maus noutros desportos, mas tu tens sempre algo a dizer. E isso é que importa. Dizer é que interessa. “Como” se diz é para os que se masturbam com as letras, ou com os pinceis, ou com o barro ou uma granda pedra. A criatividade não tem representação. É um conceito abstracto. A sua concretização é que difere… se fores um homem ou se fores um rato. Eu sou um, de biblioteca. Not the best trademark. Cheers, mate!

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