“It’s ironic that a by-product of a globalized world is increased isolation” Richard Florida

Este é o meu Blog. Os links, os posts, as conferências, as datas, os amigos, os vídeos, as fotos, os textos, os artigos, os favoritos, as fontes, as ideias, as coisas, a net, as marcas, o design, a família, as saudades, as referências, as coisas separadas por vírgulas.

Quarta-feira Agosto 11 2010

criativo

Entrei para o IADE em 2000.
Tenho em mente, sem grande detalhe, estar na primeira aula do Paulo Silva, que na altura era professor de computação gráfica, – hoje, professor de tipografia e responsável pela nova cara da “artes&leilões” – e de ter ficado envergonhado com uma das perguntas que estavam no questionário que tinha distribuído pela turma.
A pergunta era qualquer coisa como “Que revistas de design conheces?”.
A resposta foi quase em branco. Na altura, tinha 3 exemplares da “Page” – uma revista portuguesa – e, para não deixar o questionário em branco, escrevi-a no papel. Olhei para o lado – como se aquele questionário fosse um teste decisivo e eu estivesse à beira de chumbar no meu primeiro dia de aulas – e li, na folha de um colega, “communication…arts”. – Eu já ouvi isto, é-me tão familiar. Já li alguma? Uhm..não me parece. Bem, que se lixe, vou escrever também.

Isto fez-me voltar a pensar no porquê de ter seguido design. Dediquei-me a esta questão no ano passado quando fui convidado pelo Vasco Matias – um professor que me marcou bastante – a falar nas novas conferências do IADE.
Tenho ido todos os anos ao IADE falar às turmas do Vasco e às Jornadas do IADE. Pego no computador, levo mais ou menos trabalhos, mais ou menos motivação e mostro em jorro o portfolio que fui criando nos últimos 10 anos.
No ano passado, cansado, decidi que não fazia sentido repetir, que coisas “bonitas” estão na net, que as melhores conferências a que tinha assistido até hoje quase não tinham imagens e que o que é preciso é pôr a malta a pensar.
A primeira pergunta da apresentação era: “Designer, porquê?”.
Tinha tudo contra. Quando era puto queria ser jogador da bola, era epiléptico, nunca fiz testes psicotécnicos que me dissessem que devia seguir este ou aquele caminho, nas aulas de “visual” só era bom a ganhar apostas.
Depois de muito puxar pela cabeça lá foram surgido algumas referências envergonhadas. Os desenhos da minha mãe. Com 15/16 anos, ela era uma excelente ilustradora. Tinha uma pasta cheia de desenhos dela e lembro-me de a guardar como se fosse um tesouro. Volta sim, volta não, lá tentava reproduzir alguns. Havia um papagaio que era o meu favorito.
Os livros de geometria de 1969 dos meus pais. Gostava dos desenhos técnicos e do papel amarelo.
As estruturas que construía com a minha bisavó. A minha casa estava em construção na altura e com os detritos de cimento e tijolo, construíamos pequenas casas coladas à parede traseira que dava para a piscina.
Os desenhos publicados – integrei um programa especial no Colégio Vasco da Gama (CVG) – que teve início em 1985. Pelos vistos, era moda publicar livros com desenhos dos alunos dessas turmas. Desenhei um autocarro a subir o “Montejunto” e uma banda desenhada que retratava uma criança a ser atropelada depois de correr para a estrada atrás de uma bola. Desenhei uma viagem ao espaço.
Tive informática desde os 6 anos no CVG – já com canetas “touch screen” para quem não acredita – e em 88 fiquei em delírio quando vi umas imagens de galáxias no monitor do “City Desk” da minha irmã mais velha. O primeiro computador lá de casa.
Os programas que mais usava eram o “Banner”, gastava papel até não poder mais, e um software de desenho de fractais. Era o delírio.
Guardo desses tempos mais duas referências marcantes. Um professor que estava a tirar um curso de desenho, mostrava-nos os exercícios que me deixavam fascinado e uma professora minha, que era designer, pedia-nos a opinião relativamente a uns logótipos que tinha desenhado numa folha de papel. Atenção, desenhados a lápis. À parte disto, sempre me inspiraram os trabalhos dos meus colegas que com 8-12 anos “sabiam” desenhar.
No fim do 9º ano tive de escolher qual a área que iria seguir nos próximos 4 anos. Ciências, Artes, Economia e Humanidades.
Escolhi Artes e escolhi na hora, no momento em que estava com a caneta na mão a preencher o papel. Só isso.
Já no liceu, numa outra fase, a minha professora de desenho avaliava os alunos pelo talento nato. Fizemos uns exercícios em que tínhamos de dar corpo a um texto. Desenhar o que sentíamos quando liamos o texto. De “fraco” a “dotada”, era a escala normal. Nas costas do meu desenho – tenho prova física para quem quiser ver – está a palavra “criativo”. Lá fiquei eu no meio sem perceber o que é que aquilo queria dizer.
A Marta Ornelas ensinou-me a dizer “diiiiizáine” e não “dééézaine”, como oiço em todos os anúncios radiofónicos.
Mais tarde, e num período em que trabalhei com o meu Pai à noite, passava o pouco tempo livre a imaginar logótipos para as empresas de pescado da Docapesca. Logos desses tenho às dezenas e em 1998/99, a régua, compasso e esquadro, desenhei o logotipo para a empresa do meu Pai. Um S e um D juntavam-se para desenhar um peixe. Um amigo ajudo-me a desenhá-lo com rigor no Autocad e depois, no photoshop, dei os toques finais com uns degradés de azul. Uma maravilha.
Mesmo depois disto tudo, continuava a pensar seguir artes plásticas, talvez porque sempre me senti atraído por artistas deprimidas e esse desejo perseguia-me. Talvez essa opção fosse uma forma de prolongar a minha relação com as Artes e…com a Laura atrás do pavilhão das Artes.
Pronto, passei a física à tangente, passei a desenho com distinção e a geometria descritiva com a melhor nota desse ano. Acabei o liceu e agora? Artes Plásticas ou Design.
Passei pela tropa, como se não bastassem as artistas deprimidas para me deprimir, e decidi que o melhor era ficar por Lisboa e entrei para o IADE.
Não foi porque soubesse o que era Design, ou porque tinha uma ideia concreta do queria para o meu futuro, mais uma vez, uma decisão tomada quase de forma irracional.
E o que estava eu a dizer aos alunos do Vasco Matias? Que, basicamente, nunca tinha percebido como ali tinha ido parar, mas que já que lá estava, o melhor era aproveitar e que a pergunta a fazer a todos os que ali estavam não era “Designer, porquê?”, era “Criativo, como?”

Não saí da aula do Paulo Silva a correr para ir comprar a Communication Arts mas fui ganhando o gosto pelos livros e revistas de design e fui acumulando referências, imagens, guardando nomes, coleccionando cursos de tipografia, sound e web-design. Cheguei a sonhar com fontes e nos natais – lá em casa – começaram a trocar os “Ferrero” por algumas publicações que tinha indicado – tipo lista de casamento.
Em 2003, no primeiro atelier onde trabalhei havia umas CA’s, em 2005 em NYC comprei umas quantas das décadas de 60/70.Coisas com pó e com peso e, por cá, fui coleccionando mais algumas ao longo dos últimos anos.
A vergonha transformou-se em…interesse.

E como é que se aprende a ser criativo?
Baseei a minha intervenção em três pontos que acho fundamentais.
Estar atento, ouvir a crítica com um sorriso e aprender a errar.
Estar atento não é ser o bem comportado da fila da frente que faz as coisas a direito. É ir na rua e saber qual o mupi que está à porta da faculdade, saber qual a fonte do logo da PT, é ler o artigo parvo do jornal que chamou a atenção, é comprar um cd pela capa, é ler um livro ao calhas, é ir ver uma conferência sobre meditação ou medicina fetal, tirar o último cd dos Junior Boys da rádio para ouvir o Dan Ariely no “pessoal e transmissível” da TSF. Estar atento é ouvir, ver, sentir e comer referências. Essas referências criam uma rede no nosso cérebro que nos permite fazer chamadas selectivas à medida dos problemas que vamos encontrando. Ou, resumindo, quanto maior o imput, maior a probabilidade de melhor ser o output.
Ouvir a crítica com um sorriso ou para os designers mais novos e menos atentos, espremer o ego aos bocadinhos até ele rebentar. Nada melhor do que ter um professor ou um cliente a dizer que o nosso trabalho é uma merda sem que percebamos porquê. Não que às vezes os designers não tenham razão e que os clientes não tenham que ser formados ou informados, mas na maioria das vezes são os clientes que percebem o seu negócio e são os professores que percebem o caminho. É respirar fundo, acatar e pensar um bocadinho. E, como na maioria das vezes acontece, a reviravolta acaba sempre menos bonita mas mais eficaz. E isso é mau? O mercado precisa de diálogo.
O terceiro e último ponto – aprender a errar – traduz-se numa palavra, experiência. E a experiência vem com trabalho. Mais que tudo, é preciso produzir e para produzir não é preciso clientes, é preciso paixão.
Adoro esta citação do Jonah Lehrer: “You are constantly benefiting from experience, even if you are not consciously aware of the benefits. It doesn’t matter your field of expertise: the brain always learns the same way, accumulating wisdom through error.”

Hoje sinto-me no mesmo ponto em que estava em 99 ou 2000 – básico – porque não sei se gosto do que aí vem, porque não sei o que aí vem. Hoje, um pouco inflado por ver o José Bártolo considerar o convite M&G como um dos melhores trabalhos de design realizados em Portugal em 2006, tenho trabalho na Communication Arts, mas o mais engraçado é que parece que esta “página” está longe de ser um ponto final. É um degrau pequeno, muito pequeno. Daqueles em que se tropeça quando se anda distraído.



Segunda-feira Agosto 2 2010

dbattle_3

Em 2008, quando estava ainda à frente da Codex, conheci o José Manuel dos Santos.
1ª impressão: Este gajo é mexido. 2ª impressão: Este gajo não é parvo. 3ª impressão: O que é que o gajo está para ali a dizer?!

Continuo sem perceber se é o Zé (desculpa a informalidade, mas temos alguns amigos em comum no Facebook e hoje estou a sentir-me à vontadinha) que tem de agradecer à Codex o facto de ter acedido fazer toda a imagem visual do evento, se é a Codex que tem de agradecer ao Zé o facto de estar ligada a uma conferência tão importante e disruptiva como a “Design Battle“.
Mas, voltando atrás…

Em 2008 o Zé fez a Diverge que em 2009 fez a Qosmo da Delta que mudou o mercado que se prepara – de peito feito – para receber mais produtos da Diverge que é a empresa do Zé. Já o tinha dito no início, não foi?
A Diverge, aos meus olhos, não é só uma empresa de design de produto, é uma empresa de ideias. E as ideias não se querem paradas.

No ano passado surgiu na Diverge a ideia de organizar uma conferência diferente. E, como estes meninos não brincam, a conferência vai ser tão diferente do que há para aí, que parece que a maioria de nós não está ainda preparada para ela.
Li um comentário ao “Erro de Descartes” do António Damásio em que alguém dizia que quem lesse aquele livro ficava 10 anos à frente.
Não digo que a Dbattle nos traga o futuro, mas trar-nos-á concerteza o presente que, normalmente, chega cá com 8 a 10 anos de atraso. Se é que me faço entender.

A DBattle vai estar cá para dizer aos designers o que é o mercado, para dizer ao mercado para que servem os designers e para dizer à comunidade que “design” é cada vez menos uma palavra fechada. Nos EUA e no resto do mundo, ela está a ser tomada de assalto pelos gestores e cabecilhas, empreendedores e visionários.

A Dbattle não vai trazer o “Bruce Mau” (acho que lhe chegaram a oferecer uma visita às Caves do Douro, mas como está a seguir um plano alimentar rigoroso, nem isso o convenceu), mas vai trazer a Ella Britton da ThinkPublic, que vai falar sobre a importância do design como potenciador de mudança no sector público que se insere no tema “Design for Community”. Vai trazer o Jan-Cristoph Zoels da Experientia que vai estar na lista do “Design for Desire” e explica “Why a good experience is the main reason”. E vai trazer, por exemplo, e para não me alongar, o Ken McAlpine que é “só” o Vice Presidente da Tom Tom e está na Lista “Design for the Market”.

A Dbattle vai decorrer no dia 24 de Setembro no CCB e os ingressos estão disponíveis para compra em www.dbattle.com.
Caso tenham dificuldade em entrar no site, é natural. É que já fazem fila e são poucos os lugares!

Para verem algumas imagens do projecto gráfico podem ir à minha página:
http://www.ruiquinta.com/tag/conference/



Sábado Julho 24 2010

Gozem comigo os que acharem que sou parvo ou que estou a sonhar.
Gosto de filmes como o Fight Club que me fazem andar à porrada depois de sair da sala.
Gosto de filme como o Truman Show, como a ciência dos sonhos, ou o Inception que vi esta noite. São filmes que depois de me fazerem pensar – uns mais, outros menos – me fazem pensar sobre o que estou a pensar. E hoje já me dói-me a cabeça só de pensar que o C. Nolan – sendo um gajo inteligente – não era rapaz para fazer um filme parvo. Longe disso. Um homem fez um sonho. Há 10 anos sonhou com isso, aprofundou o tema como se vê pelo cruzamento interessante de ideias que vão desde o estudo de algumas novas abordagens “surreais” da física como os universos paralelos, à neurociência e ao estudo do processo da memória que ao que parece está linkado por níveis.
O sonho, esse também está lá, e tal como o tempo que levamos entre o fechar e abrir de olhos, mantém-nos acordados e ligados à realidade. O sonho diz ao nosso corpo que estamos vivos e prepara-nos para a realidade, onde o nosso cérebro, curiosamente, se comporta de forma mais adormecida.
Repito poucos filmes, mas cheira-me que esta semana passo outra vez por lá. Não porque precise de resolver alguma coisa na minha cabeça – o filme não é difícil – mas porque vale a pena.



Sexta-feira Junho 4 2010

569

Mais à frente escreverei sobre o processo, sobre o cliente, sobre os autores e os designers, o João, o Ivo e Susana.
Para já é só isto. Sabe bem.



Quarta-feira Maio 26 2010

entra

Há uns meses atrás fui à Vaqueiro fazer um curso de culinária e conheci o Chef Pedro, o mesmo do Chef Online do Continente (não sei se era suposto chibar-me disto…).
O Pedro ia abrir um Restaurante em Lisboa, já tinha sócio, espaço e arquitecto, mas o Pedro ainda não tinha nome nem marca e estava assim um bocadinho a dar para o atrapalhado.
“Olha Pedro (imaginem-me a dizer isto com um ar assim a dar para o fofinho), eu sou designer de profissão, tenho umas connections no mundo do “bem fazer marcas” e acho que, juntando estes ingredientes te consigo ajudar a criar um restaurante à séria para poderes arrancar sem medos (mariquinhas o gajo).

Lancei o desafio à Joana Mouta (já a viram aí nuns videos a dançar comigo) e qual melga e mike, fizemos o “Entra”.
Pois é, o “Entra” abriu na semana passada e, enquanto não tenho imagens do projecto todo para o colocar na secção de design, aproveito para promover o “Entra” do Pedro e do Luís

E promovo o Restaurante Entra porque vale a pena. Porque o espaço é sem peneiras, porque não há nenhum restaurante assim em Lisboa, porque o Luís (que é um gajo assim mais mal educado),é o chef(e) responsável e é um cozinheiro exemplar (O Pedro acabou a servir à mesa e tem um bigode simpático), porque as paredes precisam do nosso calor e do nosso sorriso, porque a comida é farta mas sem cagança, é comida à séria, porque o Zé que serve à mesa tem uma tatuagem no braço, porque as ementas são em madeira e dão para para partir a cabeça aos gajos se a coisa correr mal e porque, como é óbvio, apaixonei-me pelo projecto e pela comida e acho que vale a pena sentir aquele espaço a transbordar e a suar.

Vá, Entra, senta-te e vem encher-nos de histórias.

www.entra.pt



Segunda-feira Maio 17 2010

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E pronto, caiu-me ao colo esta encomenda chamada Elisabeth Moch.
Estou há 3 meses a trabalhar em casa como freelas e companhia vem a calhar. No início estava apreensivo, não por ter de partilhar casa, mas por ter de partilhar casa e escritório em casa.

Como as coisas não me saem mal em lista, cá vai:
A Elisabeth é uma miúda linda que veio para Lisboa à procura de caminhos, é branca como a cal mas tem um sentido de humor bronzeado, é doce, sabe de cor os nomes dos jogadores da selecção portuguesa que jogaram o último campeonato da Europa e bateu palmas quando o Nuno Gomes entrou para os últimos minutos no jogo com a Olhanense, é do Benfica e do Colónia, é madrugadora, gosta de flores e pequenos jardins (fez maravilhas cá em casa), tem bolhas nos pés, tem uma tara com a Kirsten Dunst, é parecida com Kirsten Dunst, gosta da feira da ladra, é fã de Pastéis de Belém (”mas é fã? – é fã é!), é pequena mas crescida, é uma surpresa e, a partir de hoje, é convidada de honra cá da casa.

Ah, e já agora, em nota de rodapé, a Elisabeth trouxe os lápis, pincéis e as aguarelas, o portátil, o scanner e uma mala. A Elisabeth é uma ilustradora brilhante que já viu trabalhos publicados no NY Times ou Squire.
www.elisabethmoch.com



Quinta-feira Março 11 2010

cartao alfaiate lisboeta

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“O Zé! O Zé foi a pessoa com quem passei mais tempo no liceu. O Zé é o gajo que não sabia o que fazer com vida e acabou a tirar sociologia. O Zé é um gajo que passou pelos aviões e hoje está num banco na Terrugem. O Zé descobriu há pouco que o que ele gosta mesmo é de pessoas. O Zé é um gajo que dificilmente banalizará o que quer que seja que o provoque, porque simplesmente não consegue. O Zé precisa de ser encontrado. O Zé, para mim, este ano, está a ser o maior e melhor foco de inspiração na minha vida. O Zé é o meu melhor amigo.”

Enviei este e-mail no dia 17 de Novembro do ano passado, a uma amiga que me perguntou quem era o Zé.
Como às vezes a inspiração não vem duas vezes, achei por bem colá-lo por aqui e assim fica quase tudo dito.
O que fica por dizer, é que, eu é que sou o gajo dos cartões d’O Alfaiate Lisboeta e que estou orgulhoso daqueles rectângulos de 55×85mm texturados, frente-e-verso em Português/Inglês, em papel de algodão, picotado para espalhar a mensagem a duas cores.
Os cartões de um serão de conversa.



Quarta-feira Março 10 2010

Morreu a música fácil dos momentos mais difíceis. Mark Linkous dos Sparklehorse, suicidou-se no passado dia 6.
Em 2001 o album “It’s a Wonderful Life” fez – para mim, que reconheço, no que toca à música, às vezes sou um pouco extremista – uma ponte entre o “Ok Computer” e o “Funeral” dos Arcade Fire. Digo isto, porque nos últimos 10-13 anos, talvez tenham sido os discos que mais horas passaram nos meus ouvidos.
E pronto, agora não resta mais do que sorrir.

Fica o “Eyepennies” na companhia da PJ Harvey.



Segunda-feira Março 1 2010

global_ignite_week_Portugal

É já na 5ª feira, a partir das 19h que, na LX Factory (e também no Porto), vai decorrer o 4º Ignite Portugal. Depois de um aquecimento na Guilherme Cossoul, de uma primeira passagem pelo Porto e de um estrondoso sucesso (dizem…eu e a Joana somos suspeitos) na 3ª edição na LX Factory em dezembro do último ano, os Igniters estão de volta ao palco para 5 minutos e 20 slides de ideias e inspirações.
Deixo-vos entretanto com os vídeos “oficiais” da última edição, o link para mais informações sobre o ignite e com a boa nova de que o meu amigo “o alfaiate lisboeta” vai ser um dos oradores presentes nesta 4ª edição e pelo que tenho acompanhado, a coisa vai mesmo correr bem.

Da última vez esgotou, portanto, toca de reservar já o lugar.



Quinta-feira Fevereiro 25 2010

miguel_palma

Bela a noite de ontem em que não me sentia tão pequeno desde que entrei na Basílica de São Pedro no Vaticano, desde quando o irmão Roger me desenhou uma cruz na testa, desde quando estive pela última vez no antigo estádio da luz, ou desde quando ajudei o Jorge Vieira a transportar a maquete do “Homem Sol” dentro do jipe a caminho de Beja.
Este rapaz que vêem na foto é o Miguel Palma, este rapaz que vêem na foto é mais novo que eu todo junto, este rapaz que vêem na foto é um artista português mas não na nossa medida, este é um português dos descobrimentos, um português além fronteiras, ou como dizia um amigo meu, este gajo já nem cabe em Portugal. Miguel. És lançado, és lúcido, és (o) maior e se fosses do meu tamanho eras uma criança.

O Miguel Palma vai expor este ano por cá, nos Estados Unidos e no Japão. Em 2011 terá uma exposição individual na Gulbenkian. Quem quiser saber mais sobre o trabalho do Miguel, pode sempre comprar a nova Artes&Leilões que sai já este mês.



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